
O site vai se tratar de alguns assuntos principais da Biologia, entre eles são; Origem da Vida, Cientístas importantes e Biologia Geral

As principais hipóteses são:
Teoria criacionista: as diferentes formas de vida surgiram através de uma criação divina.
Biogênese: um ser vivo só pode ser originado a partir de um ser vivo preexistente.
Abiogênese: alguns tipos de materiais possuem um tipo de “princípio ativo” capaz de gerar vida.
Panspermia: a vida na Terra foi trazida do espaço através de meteoros e cometas.
Evolução química: compostos simples presentes na Terra primitiva passaram por diversas reações e formaram compostos tão complexos ao ponto de conceber seres vivos. Essa é a hipótese mais aceita atualmente.
Geração Espontânea ou Abiogênese
A teoria da geração espontânea ou abiogênese admite, em essência, o aparecimento dos seres vivos a partir da matéria bruta de maneira contínua. Essa hipótese surgiu com Aristóteles, há mais de 2 000 anos.
Para Aristóteles e seus seguidores, a matéria bruta apresentava um “princípio ativo” responsável pela formação dos seres vivos quando as condições do meio fossem favoráveis.
O princípio ativo era o grande responsável pelo desenvolvimento de um novo organismo. A ideia da geração espontânea constituía a melhor forma de explicar as larvas que surgiam na carne crua exposta ao ar livre e de girinos que surgiam em poças de água.
Teoria da Biogênese
A teoria da biogênese admite que todos os seres vivos são originados de outros seres vivos preexistentes.
Vários cientistas provaram que um ser vivo só se origina de outro ser vivo e contestaram a abiogênese. Os principais defensores da biogênese foram: Ernest Haeckel, Thomas Henry Hurley, Stanley Miller, Lázzaro Spallanzani, Francesco Redi e Louis Pasteur.
Criacionismo
O criacionismo, uma das ideias mais antigas sobre a origem da vida, defende que os seres vivos do nosso planeta surgiram por ação divina, assim como descrito na Bíblia, mais precisamente no livro de Gênesis. Essa ideia é até hoje muito aceita por fiéis em todo o mundo.

Panspermia
A panspermia é uma hipótese que afirma que a vida não surgiu em nosso planeta, mas fora dele. Essa ideia teve início com a afirmação do filósofo grego Anaxágoras, que afirmou que sementes da vida poderiam ser encontradas em todo o universo. Com essa afirmação, surgiu a ideia de que a vida poderia ter sido gerada em outro local e depois ter chegado à Terra.
A hipótese da panspermia ganhou força em 1830, quando pesquisadores descobriram a presença de compostos orgânicos em amostras de meteorito. Os meteoritos, então, poderiam ser considerados como veículos de transporte de partículas para várias partes do espaço. Desse modo, se meteoritos chegassem à Terra contendo vida, poderiam inoculá-la em nosso planeta.

Hipótese de Oparin e Haldane
A hipótese mais aceita atualmente para explicar a origem da vida no planeta é a de Oparin e Haldane. Esses dois pesquisadores, de maneira independente, propuseram que a Terra apresentava uma atmosfera diferente no passado e que a ação de diferentes fatores culminou na formação de moléculas simples, as quais deram origem à vida.
A atmosfera primitiva, de acordo com Oparin e Haldane, era composta basicamente por amônia, hidrogênio, metano e vapor de água. O vapor de água era essencial para a formação de nuvens, que se precipitavam, ocasionando chuvas, o que permitiu que a superfície da Terra recebesse água. Essa água evaporava muito rapidamente, uma vez que, no início, a superfície era extremamente quente.
A atmosfera da Terra primitiva sofria ainda com a ação de descargas elétricas e radiação ultravioleta do Sol. Esses dois agentes foram essenciais para que os elementos da atmosfera reagissem e formassem moléculas orgânicas, como os aminoácidos.

Esses compostos chegaram à superfície da Terra por meio da água das chuvas. Os aminoácidos, em condições adequadas, deram origem a estruturas semelhantes a proteínas. Essas proteínas foram acumulando-se nos oceanos em formação e deram origem aos chamados coacervados (agregados de proteínas rodeadas por água). Com o tempo, esses agregados tornaram-se cada vez mais estáveis e complexos e passaram a se duplicar, resultando nos primeiros seres vivos
Experimento de Miller e Urey
Os pesquisadores Miller e Urey, em 1953, montaram um experimento para recriar as condições da Terra primitiva proposta por Oparin e Haldane. Nesse experimento, os pesquisadores da Universidade de Chicago foram capazes de produzir aminoácidos e também outros compostos orgânicos, comprovando, desse modo, que a ideia de Oparin e Haldane poderia estar correta e que moléculas orgânicas poderiam ser formadas naquelas condições.
Vale salientar, no entanto, que atualmente se sabe que a atmosfera primitiva não seria como aquela proposta por Oparin e Haldane. É válido ressaltar que experimentos realizados em outras condições da atmosfera também conseguiram produzir moléculas orgânicas.
Hipótese heterotrófica e autotrófica
O planeta primitivo apresentava condições pouco propícias à vida. Assim sendo, muito ainda se discute a respeito de como era o primeiro ser vivo e como ele conseguia alimento naquele ambiente. Duas hipóteses tentam explicar como eram esses seres vivos: a hipótese heterotrófica e a hipótese autotrófica.
Como sabemos, organismos heterotróficos são incapazes de produzir seu próprio alimento, necessitando captar matéria orgânica do meio. Os pesquisadores que defendem que os primeiros organismos apresentavam esse tipo de nutrição baseiam-se no fato de que os primeiros seres deveriam ser pouco complexos e dificilmente seriam capazes de produzir seu alimento. Eles, provavelmente, captavam a matéria orgânica disponível e obtinham a energia delas por meio da fermentação.
A outra hipótese existente sugere que os seres vivos primitivos eram, sim, capazes de produzir seu próprio alimento e realizavam quimiossíntese, isto é, quando os seres vivos são capazes de produzir moléculas orgânicas utilizando a energia liberada de compostos inorgânicos. Segundo os defensores dessa ideia, os primeiros seres vivos não poderiam ser heterotróficos, pois naquele ambiente não haveria moléculas orgânicas suficientes para suprir a necessidade de todos os seres vivos em formação.
Cientistas importantes Aristóteles (385 a.C-322 a.C)
Aristóteles foi um filósofo grego antigo e é mais conhecido como o pai da filosofia ocidental, juntamente com seu professor Platão, e como um dos primeiros biólogos famosos da história registrada. Sua influência nas ciências físicas é quase tão grande quanto sua influência na filosofia e ele foi o pioneiro no estudo da biologia de uma perspectiva sistemática. Ele passou dois anos observando e escrevendo sobre a zoologia da ilha de Lesbos e seus mares circundantes. Entre suas observações, Aristóteles descreveu a vida marinha capturada pelos pescadores das ilhas, incluindo raias elétricas, peixes-rã e bagres. Quando se tratou de cefalópodes, como o argonauta e o polvo, ele foi o primeiro a descrever o uso do braço hectocotylus na reprodução sexual, visão que os cientistas desconsideraram até o século XIX. Aristóteles notou que a estrutura de um animal combinava com sua função. Por exemplo, ele descreveu como as garças, pássaros que vivem em pântanos, têm pescoços e pernas longos, perfeitos para andar e caçar na lama, enquanto os patos nadam e têm pernas curtas com pés palmados. Em seus estudos, ele distinguiu cerca de 500 espécies de animais, organizando-as em sua obra Historia Animalium, e chamou esse sistema de escada da vida. As diferentes classificações em que colocou os animais são o precursor da classificação científica usada até hoje, criada por outro membro de nossa lista de grandes biólogos: Carl Linnaeus.
Antonie van Leeuwenhoek (1632-1723)
Robert Hooke (1635-1703)
A descoberta da célula não teria sido possível se não fosse pelos avanços do microscópio. Interessado em aprender mais sobre o mundo microscópico, o cientista Robert Hooke melhorou o design do microscópio composto existente em 1665. Seu microscópio usava três lentes e uma luz de palco, que iluminava e ampliava os espécimes. Esses avanços permitiram a Hooke ver algo maravilhoso quando colocou um pedaço de cortiça sob o microscópio. Hooke detalhou suas observações desse mundo minúsculo e nunca antes visto em seu livro Micrographia. Para ele, a rolha parecia feita de minúsculos poros, que passou a chamar de “células” porque lembravam as celas de um mosteiro. Não muito tempo depois da descoberta de Hooke, o holandês Antonie van Leeuwenhoek detectou outros organismos minúsculos e ocultos. Leeuwenhoek era um mestre na fabricação de microscópios e aperfeiçoou o projeto do microscópio simples (que tinha apenas uma lente), permitindo-lhe ampliar um objeto em cerca de duzentas a trezentas vezes seu tamanho original. O que ele viu com esses microscópios foram bactérias e protozoários, mas ele chamou essas criaturas minúsculas de “animálculos”. A descoberta da célula teve um impacto muito maior na ciência do que Hooke poderia ter sonhado no século XVII. Além de nos dar uma compreensão fundamental dos blocos de construção de todos os organismos vivos, ela levou a inúmeros avanços na medicina. Hoje, os cientistas estão trabalhando em uma medicina personalizada, que nos permita cultivar células-tronco a partir de nossas próprias células e depois usá-las para entender os processos das doenças. Tudo isso e muito mais cresceu a partir de uma única observação da célula de um pedaço de cortiça.
Carl Linnaeus (1707-1778)
Botânico e zoólogo da Suécia, Carl Linnaeus desenvolveu o sistema para nomear e organizar organismos vivos que ainda usamos hoje. Por causa dessa e de suas outras descobertas científicas, ele é conhecido como o pai da taxonomia moderna e da ecologia moderna. Foi só depois de Linnaeus desenvolver sua taxonomia que houve uma maneira universalmente aceita de classificar os organismos vivos. A taxonomia de Linnaeus classifica animais e plantas em reinos, classes, ordens, gêneros e, finalmente, espécies, o que mostra como diferentes organismos estão relacionados entre si. Esses conceitos permitiram que cientistas posteriores construíssem sobre o trabalho de Linnaeus e examinassem a taxonomia da evolução. Cientistas posteriores modificaram e adicionaram às classificações de Linnaeus para incluir novos reinos de organismos como fungos, Monera e protozoários. Ainda hoje, quando novas espécies são descobertas, a taxonomia de Linnaeus é usada para classificá-las. Ela também foi aplicada à evolução dos seres humanos. Linnaeus classificou os humanos como primatas em sua primeira versão de sua taxonomia. Isso foi polêmico na época por causa da crença de que os seres humanos eram separados do reino animal, mas levou a outras descobertas científicas sobre a origem da espécie humana.
Alexander von Humboldt (1769-1859)
Alexander von Humboldt foi um explorador e naturalista alemão que lançou as bases para o campo da biogeografia, o estudo de como as espécies nos ecossistemas são distribuídas em todo o mundo e ao longo do tempo. Por meio de seus estudos, ele se tornou a primeira pessoa a descrever os efeitos da mudança climática induzida pelo homem. Sua formação em biogeografia veio de seu desejo de encontrar uma teoria unificada da natureza que combinasse biologia, geologia e meteorologia. Com base neste trabalho, os cientistas foram capazes de rastrear o movimento de diferentes espécies e usar essa informação para aprender muito mais sobre o nosso mundo. Um exemplo disso é a deriva continental. A superfície da Terra é composta de várias placas tectônicas, e muitos teorizaram que os continentes haviam sido, em um passado distante, um continente gigante conhecido como Pangeia. O estudo da biogeografia mostrou a distribuição de registros fósseis da mesma espécie em continentes distantes para apoiar essa teoria. Outra contribuição importante para a biologia e para a ciência que veio do trabalho de Alexander von Humboldt é o movimento do século XIX chamado ciência humboldtiana. Usando os métodos de Humboldt e seguindo sua ética geral para a exploração científica, vários dos mais importantes ícones científicos do século XIX, incluindo Charles Darwin, Sir Edward Sabine e Charles Lyell, deram grandes saltos no conhecimento humano. Por causa disso, quase todas as descobertas científicas após Humboldt se devem em parte à sua influência.
Robert Brown (1773-1858)
Matthias Schleiden (1804-1881)
Theodor Schwann (1810-1882)
Rudolf Virchow (1821-1902)
Em 1831, Robert Brown estava estudando as diferentes espécies de plantas que recolheu durante uma viagem à Austrália. Ao examiná-las em um microscópio, ele viu uma coisa intrigante: em cada célula da planta, havia uma estrutura circular e opaca, que ele chamou de núcleo. Ao se inteirar das observações de Brown, Theodor Schwann começou a procurar uma estrutura similar nas células de girinos e encontrou. Todas as células de girinos também continham um núcleo. Seu amigo, Matthias Schleiden, estudando tecidos vegetais, descreveu a divisão do núcleo da célula durante a divisão celular e foi o primeiro cientista a observar que um ovo começa como uma única célula e se desenvolve em um organismo complexo por divisão celular repetida. As descobertas de Brown, Schwann e Schleiden se tornaram a base da teoria celular. Desde as células individuais que constituem os organismos mais básicos até os trilhões de células que constituem a estrutura complexa do corpo humano, cada ser vivo na Terra é composto de células. Essa ideia, parte fundamental da teoria celular, é um dos princípios centrais da biologia. Mais tarde, em 1858, Rudolf Virchow postulou uma terceira regra importante para a teoria celular: todas as células descendem de outras células. A formulação da teoria celular foi o início da biologia celular como a conhecemos. Sem ela, não compreenderíamos muitos processos e certamente não seríamos capazes de combater doenças como o câncer.
Charles Darwin (1809-1882)
Charles Darwin, um dos biólogos mais famosos da Grã-Bretanha, é conhecido como o pai da evolução por seu livro de 1859, A Origem das Espécies. Darwin realizou a pesquisa para este livro enquanto trabalhava como naturalista no HMS Beagle em sua viagem de volta ao mundo de 1831 a 1836. A maioria das observações de Darwin na viagem foram levantando e mapeando os litorais, mas foi nas Ilhas Galápagos onde ele deu sua maior contribuição à biologia e solidificou seu lugar entre os biólogos mais famosos do mundo. As Ilhas Galápagos são uma pequena cadeia de ilhas ao largo da costa da América do Sul, e quando o HMS Beagle chegou, Darwin percebeu que várias espécies semelhantes tinham características diferentes dependendo da ilha em que viviam. Ele é conhecido por seu trabalho de observação de 15 espécies diferentes de tentilhões, pequenos pássaros que tinham bicos de tamanhos e formatos diferentes que evoluíram para se ajustar ao ambiente. Isso ajudou Darwin a apresentar sua teoria da seleção natural. A seleção natural é a pedra angular da biologia moderna, e Darwin postulou que as mutações aleatórias surgem no genoma de organismos individuais. A prole desses organismos herda esses e, quando essas características permitem que os descendentes sobrevivam melhor e passem seus genes adiante, o organismo mutado sobrevive e se diferencia do original.
Louis Pasteur (1822-1895)
Louis Pasteur é reconhecido pelas suas notáveis descobertas das causas e prevenções de doenças. Entre seus feitos mais notáveis podem-se citar a redução da mortalidade e a criação da primeira vacina contra a raiva (vacina antirrábica). Além disso, ele inventou a pasteurização, técnica de tratamento do leite e outros líquidos para evitar a contaminação bacteriana. Ele é conhecido como o pai da microbiologia e, devido à prevalência da pasteurização no mundo de hoje, Pasteur é um dos cientistas de maior impacto da era moderna. Embora a teoria dos germes seja uma parte aceita da ciência moderna, na época de Pasteur acreditava-se que as doenças vinham de um miasma, ou ar ruim, e de geração espontânea. Enquanto outros cientistas teorizaram sobre germes antes de Pasteur, seu trabalho revolucionário mostrou a primeira prova de que muitas doenças resultavam de bactérias ou vírus e não de geração espontânea. Pasteur mostrou isso fazendo experimentos de fermentação. A casca da uva contém leveduras naturais que permitem que o suco da uva se transforme em vinho, então Pasteur esterilizou as uvas e o suco de uva e mostrou que não fermentava por falta de fermento. Muitos desses experimentos usaram calor para esterilizar o suco de uva, e isso se tornou a base da pasteurização. Por causa da pasteurização, a vida útil de muitos alimentos foi bastante estendida. Isso melhorou muito a segurança do suprimento de alimentos e reduziu a propagação de muitas doenças, salvando milhares de vidas no processo.
Alfred Russel Wallace (1823-1913)
Assim como seu colega naturalista Charles Darwin, Alfred Russel Wallace, um dos pais da biogeografia, viajou pelo mundo, observando e coletando amostras de espécies. Ele viajou para o Brasil e várias ilhas do arquipélago malaio que formam a Indonésia e as Filipinas dos dias modernos, onde coletou mais de 125.000 espécimes durante oito anos. Sua pesquisa sobre a distribuição geográfica dos animais forneceu suporte crítico para suas teorias evolutivas e o levou a traçar uma linha de fronteira através do sudeste da Ásia que divide os grupos de animais asiáticos e australianos. Em 1855, suas observações o levaram à conclusão de que os seres vivos mudam ao longo de longos períodos de tempo. No entanto, ele não sabia explicar como ou por que eles evoluem. Três anos depois, a resposta veio a ele: as espécies evoluem adaptando-se ao ambiente. Darwin chegara à mesma conclusão anos antes, e assim que pôde, Wallace enviou a ele uma carta descrevendo suas ideias. Os dois homens publicaram um artigo conjunto nesse mesmo ano, discutindo a teoria da evolução e da seleção natural. O artigo abalou as suposições da humanidade sobre suas origens, fortemente influenciadas pela religião na época. Em 1859, Darwin publicou A Origem das Espécies e a teoria da evolução por seleção natural ficou conhecida como teoria de Darwin. Embora as contribuições de Wallace para o estudo da evolução tenham sido consideráveis, muitas vezes são esquecidas pela maioria das pessoas.
Robert Koch (1843-1910)
Robert Koch é reconhecido em todo o mundo como um dos pais da medicina moderna e da microbiologia. Ele desenvolveu o que ficou conhecido como Postulados de Koch no século XIX. Nele, demonstrou a abundância de micróbios patogênicos em indivíduos afetados por doenças infecciosas. Ele também provou que esses micróbios podiam ser isolados de seus hospedeiros e cultivados em puras culturas de laboratório, capazes de instigar as mesmas doenças se (ou quando) inoculados em pessoas saudáveis. Finalmente, ele mostrou que os isolados subsequentes desses novos pacientes eram idênticos aos patógenos dos hospedeiros iniciais. Em 1877, Koch descobriu o agente bacteriano causador do carbúnculo (ou antraz) e descreveu, pela primeira vez, como a transmissão da doença se dá através dos esporos. Em 1882, Koch conseguiu detectar o agente causador da tuberculose, o bacilo da tuberculose (ou Bacilo de Koch). Era a primeira vez na história que alguém havia conseguido identificar um microrganismo patogênico. No Egito e na Índia, Koch pesquisou o causador do cólera; no atual Zimbábue, dedicou-se ao estudo da peste bovina e da febre aftosa; na Itália, no leste da África e na Indonésia, realizou pesquisas sobre a malária. Atualmente, Koch ainda é considerado o maior descobridor das pequenas bactérias. Suas teses aumentaram a expectativa de vida e melhoraram a saúde da população, sendo consideradas até hoje verdadeiros fundamentos da microbiologia moderna.
Ernst Mayr (1904-2005)
Como e por que as espécies se originam? Charles Darwin e seus seguidores posteriores enfrentaram esse aparente paradoxo. Eles descreveram a evolução como uma mudança contínua e gradual ao longo do tempo, mas as espécies são distintas umas das outras, sugerindo que algum processo criou uma descontinuidade, ou lacuna, entre elas. O crédito por fazer o máximo para decifrar esse quebra-cabeça vai para o biólogo Ernst Mayr. Junto com Theodosius Dobzhansky, George Gaylord Simpson e outros cientistas, Mayr alcançou a “síntese moderna” nas décadas de 1930 e 1940, que integrou a teoria da hereditariedade de Mendel com a teoria da evolução e seleção natural de Darwin. Para responder ao paradoxo, Mayr propôs que quando uma população de organismos se separa do grupo principal por tempo ou geografia, eles eventualmente desenvolvem características diferentes e não podem mais cruzar. É esse isolamento ou separação que cria novas espécies. As características que evoluem durante o período de isolamento são chamadas de “mecanismos de isolamento” e desencorajam o cruzamento das duas populações. Além disso, Mayr declarou que o desenvolvimento de muitas novas espécies é o que leva ao progresso evolutivo. Sem especiação, não haveria diversificação do mundo orgânico, nenhuma radiação adaptativa e muito pouco progresso evolutivo. A espécie, então, é a pedra angular da evolução. Além de seus trabalhos de divulgação da história natural e da evolução, Mayr também escreveu sobre a história e a filosofia da ciência. Se levarmos em consideração o volume, a abrangência e a profundidade do trabalho de Ernst Mayr, ele ocupa um lugar único no desenvolvimento da biologia evolucionária no século XX.
Rachel Carson (1907-1964)
Rachel Carson foi uma bióloga famosa, especificamente uma bióloga marinha, e autora pioneira do movimento ambientalista. Na década de 1950, ela começou a pesquisar a ecologia e os organismos da costa atlântica da América do Norte. Ao realizar essa pesquisa, ela observou que os pesticidas sintéticos que eram amplamente usados na época para erradicar insetos como a mariposa cigana estavam causando efeitos negativos no meio ambiente. Carson usou suas descobertas sobre os danos ambientais causados por pesticidas sintéticos como o DDT para seu livro mais famoso, Primavera Silenciosa. Ela reuniu exemplos dos danos causados pelo uso do DDT, apesar do fato de que sua pesquisa foi contestada por muitas organizações poderosas, desde empresas químicas até pesquisadores do próprio governo dos Estados Unidos. Em Primavera Silenciosa, Carson rotulou os pesticidas como biocidas, pois seus efeitos não se limitavam às espécies invasivas ou nocivas que eles visavam. Em vez disso, causavam danos generalizados a outros organismos no ecossistema. Quando o livro foi lançado, ele despertou o interesse na proteção do meio ambiente e levou à fundação da Agência de Proteção Ambiental em 1970.
Carl Woese (1928-2012)
Todos os organismos possuem ribossomos. Eles realizam uma tarefa central essencial para a reprodução celular e existem diferenças claras entre os ribossomos dos organismos menores e maiores. Organismos pequenos sem um núcleo definido são chamados de “procariontes”. Organismos grandes com um núcleo definido são chamados de “eucariontes”. Na década de 1970, Carl Woese percebeu que o ribossomo seria uma boa base para o estabelecimento de filogenias. Ele e seus colegas escolheram o RNA de uma pequena subunidade ribossômica como a molécula a ser usada como marcador filogenético, e desenvolveram métodos para identificar diferenças na sequência de RNA. Quando eles fizeram a análise inicial de RNA de pequenas subunidades ribossômicas, tiveram uma grande surpresa. As filogenias de RNA indicaram que havia três tipos de células, e não duas como se acreditava anteriormente. Woese havia descoberto um novo tipo de vida: as arqueias. As implicações evolucionárias das descobertas de Woese foram revolucionárias. Desde então, os cientistas passaram a classificar todos os seres vivos conhecidos em três grandes domínios distintos: Bacteria, que inclui a maioria dos procariontes, como bactérias e cianobactérias; Archaea, que inclui os procariontes com características bioquímicas distintas, como vários extremófilos; e Eukaria, que inclui todos os eucariontes, como fungos, animais, plantas e protistas. Todas essas descobertas fizeram Woese se tornar a figura mais notável na compreensão da diversidade da vida em todo o século XX.
Aristóteles (385 a.C-322 a.C)
Aristóteles foi um filósofo grego antigo e é mais conhecido como o pai da filosofia ocidental, juntamente com seu professor Platão, e como um dos primeiros biólogos famosos da história registrada. Sua influência nas ciências físicas é quase tão grande quanto sua influência na filosofia e ele foi o pioneiro no estudo da biologia de uma perspectiva sistemática. Ele passou dois anos observando e escrevendo sobre a zoologia da ilha de Lesbos e seus mares circundantes. Entre suas observações, Aristóteles descreveu a vida marinha capturada pelos pescadores das ilhas, incluindo raias elétricas, peixes-rã e bagres. Quando se tratou de cefalópodes, como o argonauta e o polvo, ele foi o primeiro a descrever o uso do braço hectocotylus na reprodução sexual, visão que os cientistas desconsideraram até o século XIX. Aristóteles notou que a estrutura de um animal combinava com sua função. Por exemplo, ele descreveu como as garças, pássaros que vivem em pântanos, têm pescoços e pernas longos, perfeitos para andar e caçar na lama, enquanto os patos nadam e têm pernas curtas com pés palmados. Em seus estudos, ele distinguiu cerca de 500 espécies de animais, organizando-as em sua obra Historia Animalium, e chamou esse sistema de escada da vida. As diferentes classificações em que colocou os animais são o precursor da classificação científica usada até hoje, criada por outro membro de nossa lista de grandes biólogos: Carl Linnaeus.
Antonie van Leeuwenhoek (1632-1723)
Robert Hooke (1635-1703)
A descoberta da célula não teria sido possível se não fosse pelos avanços do microscópio. Interessado em aprender mais sobre o mundo microscópico, o cientista Robert Hooke melhorou o design do microscópio composto existente em 1665. Seu microscópio usava três lentes e uma luz de palco, que iluminava e ampliava os espécimes. Esses avanços permitiram a Hooke ver algo maravilhoso quando colocou um pedaço de cortiça sob o microscópio. Hooke detalhou suas observações desse mundo minúsculo e nunca antes visto em seu livro Micrographia. Para ele, a rolha parecia feita de minúsculos poros, que passou a chamar de “células” porque lembravam as celas de um mosteiro. Não muito tempo depois da descoberta de Hooke, o holandês Antonie van Leeuwenhoek detectou outros organismos minúsculos e ocultos. Leeuwenhoek era um mestre na fabricação de microscópios e aperfeiçoou o projeto do microscópio simples (que tinha apenas uma lente), permitindo-lhe ampliar um objeto em cerca de duzentas a trezentas vezes seu tamanho original. O que ele viu com esses microscópios foram bactérias e protozoários, mas ele chamou essas criaturas minúsculas de “animálculos”. A descoberta da célula teve um impacto muito maior na ciência do que Hooke poderia ter sonhado no século XVII. Além de nos dar uma compreensão fundamental dos blocos de construção de todos os organismos vivos, ela levou a inúmeros avanços na medicina. Hoje, os cientistas estão trabalhando em uma medicina personalizada, que nos permita cultivar células-tronco a partir de nossas próprias células e depois usá-las para entender os processos das doenças. Tudo isso e muito mais cresceu a partir de uma única observação da célula de um pedaço de cortiça.
Carl Linnaeus (1707-1778)
Botânico e zoólogo da Suécia, Carl Linnaeus desenvolveu o sistema para nomear e organizar organismos vivos que ainda usamos hoje. Por causa dessa e de suas outras descobertas científicas, ele é conhecido como o pai da taxonomia moderna e da ecologia moderna. Foi só depois de Linnaeus desenvolver sua taxonomia que houve uma maneira universalmente aceita de classificar os organismos vivos. A taxonomia de Linnaeus classifica animais e plantas em reinos, classes, ordens, gêneros e, finalmente, espécies, o que mostra como diferentes organismos estão relacionados entre si. Esses conceitos permitiram que cientistas posteriores construíssem sobre o trabalho de Linnaeus e examinassem a taxonomia da evolução. Cientistas posteriores modificaram e adicionaram às classificações de Linnaeus para incluir novos reinos de organismos como fungos, Monera e protozoários. Ainda hoje, quando novas espécies são descobertas, a taxonomia de Linnaeus é usada para classificá-las. Ela também foi aplicada à evolução dos seres humanos. Linnaeus classificou os humanos como primatas em sua primeira versão de sua taxonomia. Isso foi polêmico na época por causa da crença de que os seres humanos eram separados do reino animal, mas levou a outras descobertas científicas sobre a origem da espécie humana.
Alexander von Humboldt (1769-1859)
Alexander von Humboldt foi um explorador e naturalista alemão que lançou as bases para o campo da biogeografia, o estudo de como as espécies nos ecossistemas são distribuídas em todo o mundo e ao longo do tempo. Por meio de seus estudos, ele se tornou a primeira pessoa a descrever os efeitos da mudança climática induzida pelo homem. Sua formação em biogeografia veio de seu desejo de encontrar uma teoria unificada da natureza que combinasse biologia, geologia e meteorologia. Com base neste trabalho, os cientistas foram capazes de rastrear o movimento de diferentes espécies e usar essa informação para aprender muito mais sobre o nosso mundo. Um exemplo disso é a deriva continental. A superfície da Terra é composta de várias placas tectônicas, e muitos teorizaram que os continentes haviam sido, em um passado distante, um continente gigante conhecido como Pangeia. O estudo da biogeografia mostrou a distribuição de registros fósseis da mesma espécie em continentes distantes para apoiar essa teoria. Outra contribuição importante para a biologia e para a ciência que veio do trabalho de Alexander von Humboldt é o movimento do século XIX chamado ciência humboldtiana. Usando os métodos de Humboldt e seguindo sua ética geral para a exploração científica, vários dos mais importantes ícones científicos do século XIX, incluindo Charles Darwin, Sir Edward Sabine e Charles Lyell, deram grandes saltos no conhecimento humano. Por causa disso, quase todas as descobertas científicas após Humboldt se devem em parte à sua influência.
Robert Brown (1773-1858)
Matthias Schleiden (1804-1881)
Theodor Schwann (1810-1882)
Rudolf Virchow (1821-1902)
Em 1831, Robert Brown estava estudando as diferentes espécies de plantas que recolheu durante uma viagem à Austrália. Ao examiná-las em um microscópio, ele viu uma coisa intrigante: em cada célula da planta, havia uma estrutura circular e opaca, que ele chamou de núcleo. Ao se inteirar das observações de Brown, Theodor Schwann começou a procurar uma estrutura similar nas células de girinos e encontrou. Todas as células de girinos também continham um núcleo. Seu amigo, Matthias Schleiden, estudando tecidos vegetais, descreveu a divisão do núcleo da célula durante a divisão celular e foi o primeiro cientista a observar que um ovo começa como uma única célula e se desenvolve em um organismo complexo por divisão celular repetida. As descobertas de Brown, Schwann e Schleiden se tornaram a base da teoria celular. Desde as células individuais que constituem os organismos mais básicos até os trilhões de células que constituem a estrutura complexa do corpo humano, cada ser vivo na Terra é composto de células. Essa ideia, parte fundamental da teoria celular, é um dos princípios centrais da biologia. Mais tarde, em 1858, Rudolf Virchow postulou uma terceira regra importante para a teoria celular: todas as células descendem de outras células. A formulação da teoria celular foi o início da biologia celular como a conhecemos. Sem ela, não compreenderíamos muitos processos e certamente não seríamos capazes de combater doenças como o câncer.
Charles Darwin (1809-1882)
Charles Darwin, um dos biólogos mais famosos da Grã-Bretanha, é conhecido como o pai da evolução por seu livro de 1859, A Origem das Espécies. Darwin realizou a pesquisa para este livro enquanto trabalhava como naturalista no HMS Beagle em sua viagem de volta ao mundo de 1831 a 1836. A maioria das observações de Darwin na viagem foram levantando e mapeando os litorais, mas foi nas Ilhas Galápagos onde ele deu sua maior contribuição à biologia e solidificou seu lugar entre os biólogos mais famosos do mundo. As Ilhas Galápagos são uma pequena cadeia de ilhas ao largo da costa da América do Sul, e quando o HMS Beagle chegou, Darwin percebeu que várias espécies semelhantes tinham características diferentes dependendo da ilha em que viviam. Ele é conhecido por seu trabalho de observação de 15 espécies diferentes de tentilhões, pequenos pássaros que tinham bicos de tamanhos e formatos diferentes que evoluíram para se ajustar ao ambiente. Isso ajudou Darwin a apresentar sua teoria da seleção natural. A seleção natural é a pedra angular da biologia moderna, e Darwin postulou que as mutações aleatórias surgem no genoma de organismos individuais. A prole desses organismos herda esses e, quando essas características permitem que os descendentes sobrevivam melhor e passem seus genes adiante, o organismo mutado sobrevive e se diferencia do original.
Louis Pasteur (1822-1895)
Louis Pasteur é reconhecido pelas suas notáveis descobertas das causas e prevenções de doenças. Entre seus feitos mais notáveis podem-se citar a redução da mortalidade e a criação da primeira vacina contra a raiva (vacina antirrábica). Além disso, ele inventou a pasteurização, técnica de tratamento do leite e outros líquidos para evitar a contaminação bacteriana. Ele é conhecido como o pai da microbiologia e, devido à prevalência da pasteurização no mundo de hoje, Pasteur é um dos cientistas de maior impacto da era moderna. Embora a teoria dos germes seja uma parte aceita da ciência moderna, na época de Pasteur acreditava-se que as doenças vinham de um miasma, ou ar ruim, e de geração espontânea. Enquanto outros cientistas teorizaram sobre germes antes de Pasteur, seu trabalho revolucionário mostrou a primeira prova de que muitas doenças resultavam de bactérias ou vírus e não de geração espontânea. Pasteur mostrou isso fazendo experimentos de fermentação. A casca da uva contém leveduras naturais que permitem que o suco da uva se transforme em vinho, então Pasteur esterilizou as uvas e o suco de uva e mostrou que não fermentava por falta de fermento. Muitos desses experimentos usaram calor para esterilizar o suco de uva, e isso se tornou a base da pasteurização. Por causa da pasteurização, a vida útil de muitos alimentos foi bastante estendida. Isso melhorou muito a segurança do suprimento de alimentos e reduziu a propagação de muitas doenças, salvando milhares de vidas no processo.
Alfred Russel Wallace (1823-1913)
Assim como seu colega naturalista Charles Darwin, Alfred Russel Wallace, um dos pais da biogeografia, viajou pelo mundo, observando e coletando amostras de espécies. Ele viajou para o Brasil e várias ilhas do arquipélago malaio que formam a Indonésia e as Filipinas dos dias modernos, onde coletou mais de 125.000 espécimes durante oito anos. Sua pesquisa sobre a distribuição geográfica dos animais forneceu suporte crítico para suas teorias evolutivas e o levou a traçar uma linha de fronteira através do sudeste da Ásia que divide os grupos de animais asiáticos e australianos. Em 1855, suas observações o levaram à conclusão de que os seres vivos mudam ao longo de longos períodos de tempo. No entanto, ele não sabia explicar como ou por que eles evoluem. Três anos depois, a resposta veio a ele: as espécies evoluem adaptando-se ao ambiente. Darwin chegara à mesma conclusão anos antes, e assim que pôde, Wallace enviou a ele uma carta descrevendo suas ideias. Os dois homens publicaram um artigo conjunto nesse mesmo ano, discutindo a teoria da evolução e da seleção natural. O artigo abalou as suposições da humanidade sobre suas origens, fortemente influenciadas pela religião na época. Em 1859, Darwin publicou A Origem das Espécies e a teoria da evolução por seleção natural ficou conhecida como teoria de Darwin. Embora as contribuições de Wallace para o estudo da evolução tenham sido consideráveis, muitas vezes são esquecidas pela maioria das pessoas.
Robert Koch (1843-1910)
Robert Koch é reconhecido em todo o mundo como um dos pais da medicina moderna e da microbiologia. Ele desenvolveu o que ficou conhecido como Postulados de Koch no século XIX. Nele, demonstrou a abundância de micróbios patogênicos em indivíduos afetados por doenças infecciosas. Ele também provou que esses micróbios podiam ser isolados de seus hospedeiros e cultivados em puras culturas de laboratório, capazes de instigar as mesmas doenças se (ou quando) inoculados em pessoas saudáveis. Finalmente, ele mostrou que os isolados subsequentes desses novos pacientes eram idênticos aos patógenos dos hospedeiros iniciais. Em 1877, Koch descobriu o agente bacteriano causador do carbúnculo (ou antraz) e descreveu, pela primeira vez, como a transmissão da doença se dá através dos esporos. Em 1882, Koch conseguiu detectar o agente causador da tuberculose, o bacilo da tuberculose (ou Bacilo de Koch). Era a primeira vez na história que alguém havia conseguido identificar um microrganismo patogênico. No Egito e na Índia, Koch pesquisou o causador do cólera; no atual Zimbábue, dedicou-se ao estudo da peste bovina e da febre aftosa; na Itália, no leste da África e na Indonésia, realizou pesquisas sobre a malária. Atualmente, Koch ainda é considerado o maior descobridor das pequenas bactérias. Suas teses aumentaram a expectativa de vida e melhoraram a saúde da população, sendo consideradas até hoje verdadeiros fundamentos da microbiologia moderna.
Ernst Mayr (1904-2005)
Como e por que as espécies se originam? Charles Darwin e seus seguidores posteriores enfrentaram esse aparente paradoxo. Eles descreveram a evolução como uma mudança contínua e gradual ao longo do tempo, mas as espécies são distintas umas das outras, sugerindo que algum processo criou uma descontinuidade, ou lacuna, entre elas. O crédito por fazer o máximo para decifrar esse quebra-cabeça vai para o biólogo Ernst Mayr. Junto com Theodosius Dobzhansky, George Gaylord Simpson e outros cientistas, Mayr alcançou a “síntese moderna” nas décadas de 1930 e 1940, que integrou a teoria da hereditariedade de Mendel com a teoria da evolução e seleção natural de Darwin. Para responder ao paradoxo, Mayr propôs que quando uma população de organismos se separa do grupo principal por tempo ou geografia, eles eventualmente desenvolvem características diferentes e não podem mais cruzar. É esse isolamento ou separação que cria novas espécies. As características que evoluem durante o período de isolamento são chamadas de “mecanismos de isolamento” e desencorajam o cruzamento das duas populações. Além disso, Mayr declarou que o desenvolvimento de muitas novas espécies é o que leva ao progresso evolutivo. Sem especiação, não haveria diversificação do mundo orgânico, nenhuma radiação adaptativa e muito pouco progresso evolutivo. A espécie, então, é a pedra angular da evolução. Além de seus trabalhos de divulgação da história natural e da evolução, Mayr também escreveu sobre a história e a filosofia da ciência. Se levarmos em consideração o volume, a abrangência e a profundidade do trabalho de Ernst Mayr, ele ocupa um lugar único no desenvolvimento da biologia evolucionária no século XX.
Rachel Carson (1907-1964)
Rachel Carson foi uma bióloga famosa, especificamente uma bióloga marinha, e autora pioneira do movimento ambientalista. Na década de 1950, ela começou a pesquisar a ecologia e os organismos da costa atlântica da América do Norte. Ao realizar essa pesquisa, ela observou que os pesticidas sintéticos que eram amplamente usados na época para erradicar insetos como a mariposa cigana estavam causando efeitos negativos no meio ambiente. Carson usou suas descobertas sobre os danos ambientais causados por pesticidas sintéticos como o DDT para seu livro mais famoso, Primavera Silenciosa. Ela reuniu exemplos dos danos causados pelo uso do DDT, apesar do fato de que sua pesquisa foi contestada por muitas organizações poderosas, desde empresas químicas até pesquisadores do próprio governo dos Estados Unidos. Em Primavera Silenciosa, Carson rotulou os pesticidas como biocidas, pois seus efeitos não se limitavam às espécies invasivas ou nocivas que eles visavam. Em vez disso, causavam danos generalizados a outros organismos no ecossistema. Quando o livro foi lançado, ele despertou o interesse na proteção do meio ambiente e levou à fundação da Agência de Proteção Ambiental em 1970.
Carl Woese (1928-2012)
Todos os organismos possuem ribossomos. Eles realizam uma tarefa central essencial para a reprodução celular e existem diferenças claras entre os ribossomos dos organismos menores e maiores. Organismos pequenos sem um núcleo definido são chamados de “procariontes”. Organismos grandes com um núcleo definido são chamados de “eucariontes”. Na década de 1970, Carl Woese percebeu que o ribossomo seria uma boa base para o estabelecimento de filogenias. Ele e seus colegas escolheram o RNA de uma pequena subunidade ribossômica como a molécula a ser usada como marcador filogenético, e desenvolveram métodos para identificar diferenças na sequência de RNA. Quando eles fizeram a análise inicial de RNA de pequenas subunidades ribossômicas, tiveram uma grande surpresa. As filogenias de RNA indicaram que havia três tipos de células, e não duas como se acreditava anteriormente. Woese havia descoberto um novo tipo de vida: as arqueias. As implicações evolucionárias das descobertas de Woese foram revolucionárias. Desde então, os cientistas passaram a classificar todos os seres vivos conhecidos em três grandes domínios distintos: Bacteria, que inclui a maioria dos procariontes, como bactérias e cianobactérias; Archaea, que inclui os procariontes com características bioquímicas distintas, como vários extremófilos; e Eukaria, que inclui todos os eucariontes, como fungos, animais, plantas e protistas. Todas essas descobertas fizeram Woese se tornar a figura mais notável na compreensão da diversidade da vida em todo o século XX.
Biologia Geral: BIOLOGIA GERAL é a ciência que estuda as diferentes formas de vida. Os objetos de estudo da BIOLOGIA GERAL são os seres vivos, como animais, vegetais, fungos, bactérias e protozoários, as unidades que os compõem (como átomos, moléculas e células), e também a relação deles com o meio em que vivem e com outros seres.
O termo BIOLOGIA foi criado há cerca de 200 anos, sendo Jean-Baptiste Lamarck um dos primeiros cientistas a utilizá-lo. Também nesta época surgiu o conjunto de regras que orienta as pesquisa na área: os métodos científicos. Estes métodos englobam um modelo que consiste em formular uma hipótese e realizar uma experiência a partir da qual podem ser tiradas conclusões. Para que estas conclusões sejam válidas, é essencial que o processo seja documentado e que os experimentos, ao serem repetidos por qualquer outro pesquisador, apresentem os mesmos resultados.
O século XIX foi particularmente rico para a história da BIOLOGIA, graças aos trabalhos de cientistas notáveis como Charles Darwin, Gregor Mendel e Louis Pasteur.
No dia a dia como pesquisador, o biólogo realiza experiências com plantas, animais, fungos, bactérias ou quaisquer outros seres vivos. Estas experiências costumam ser feitas em laboratório e, em muitos casos, precisam ser complementadas por trabalhos de campo, como visitas a jardins, parques e reservas, para observação e coleta de espécimes.
Especializações
• Zoologia – estudo dos animais
• Botânica – estudo das plantas
• Microbiologia – estudo dos micro-organismos
• Genética – estudo da hereditariedade e das funções dos genes
• Fisiologia – estudo das funções dos seres vivos e do seu normal funcionamento
• Ecologia – estudo das relações dos seres vivos entre si e/ou com o meio em que vivem
• Bioética – estudo dos problemas e implicações morais despertados pelas pesquisas em ciências biológicas
• Imunologia – estudo do conjunto dos mecanismos de defesa do organismo contra antígenos (doenças)
• Biotecnologia – estudo de desenvolvimento de organismos geneticamente modificados
• Paleontologia – estudo das formas de vida existentes em períodos geológicos passados, a partir de fósseis
• Citologia – estudo das células
• Biologia Evolutiva – estudo da origem e descendência das espécies